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Um Caminho Para Pecuária Desmatamento Zero
Soluções da cadeia produtiva oferecem oportunidades sem precedentes para reduzir o desmatamento causado pela expansão da pecuária na Amazônia brasileira. O alcance dessa meta, em larga escala, exigirá o apoio coordenado de toda a cadeia de valor da pecuária.

A Amazônia e a Pecuária

A pecuária moderna e os padrões do desmatamento na Amazônia brasileira

Elos da Cadeia Produtiva

Os elos da cadeia produtiva e as conexões de mercado da carne brasileira

Revertendo a Tendência

Iniciativas de mercado e políticas de governança florestal que estão reduzindo com sucesso o desmatamento causado pela pecuária na Amazônia

Avaliando Impactos

Avaliando a eficácia dos acordos de pecuária desmatamento zero

Caminho a Seguir & Recomendações

Próximos passos para garantir a produção de carne, couro e sebo com desmatamento zero comprovado

Chegou a Hora

Chegou a hora do pecuária desmatamento zero




A Amazônia Brasileira e a Pecuária de Corte: Uma breve introdução

As florestas tropicais prestam uma ampla gama de valiosos serviços ecossistêmicos, proporcionando benefícios tais como a regulação do clima local, regional e global. A perda em grande escala das florestas coloca em risco esses serviços críticos e pode impactar negativamente tanto as pessoas quanto os animais muito além da Amazônia.

O bioma Amazônia, cobre quase metade do território brasileiro. É uma paisagem icônica de valor inestimável para a população e vida selvagem. Possui aspectos culturais importantes para o Brasil e todo o planeta além de ser uma reserva vital de carbono e água. Ela também sustenta milhões de pessoas que dependem desta região para sua subsistência.

Mais de dois terços das terras desmatadas na Amazônia brasileira1,2 são ocupados pela pecuária de corte e por muitas décadas essa tem sido a atividade padrão em propriedades rurais, sendo parte de um processo complexo, que inclui a ocupação do solo, especulação e tradição cultural. Ao longo das últimas décadas essa região mudou de um arranjo relativamente instável de produtores agrícolas desorganizados para sistemas de produção comercialmente mais integrados e impulsionados pelas exportações.

De 1993 a 2013, o rebanho bovino no bioma Amazônia cresceu quase 200%, enquanto no restante do Brasil aumentou apenas 13%.3 Em 2013, quase 60 milhões de bovinos ocupavam o bioma amazônia.4 A expansão em larga escala do rebanho bovino na região teve um grande custo ambiental, como grandes extensões de floresta tropical derrubadas, queimadas e convertidas em pastagens. Durante este período, mais de 300.000 km2 de floresta (uma área do tamanho da Itália) foi desmatada na Amazônia brasileira.5

Desmatamento em larga escala e expansão da agricultura na Amazônia pode ser um cenário de perspectivas ruins para a região (“no-win”), uma vez que o clima provavelmente responderá com (1) redução da quantidade e frequência de chuvas6 (2) aumento das temperaturas médias e extremos de calor,7 e (3) aumento da duração da estação seca e sua severidade.8 Sob um cenário business as usual, respostas climáticas associadas à destruição contínua da floresta poderiam potencialmente reduzir a produtividade das pastagens na Amazônia em 33% até 2050.9 Isso poderia ter grandes implicações para a segurança alimentar e fornecimento de matéria-prima, uma vez que perdas de produtividade em larga escala podem resultar em choques de oferta no mercado e aumentar a volatilidade dos preços.

De modo geral, o cumprimento da legislação tem sido insatisfatório na pecuária e os esforços para melhorar as práticas de uso da terra têm sido também ineficazes. No entanto, essa tendência sofreu alterações significativas nos últimos anos. Uma combinação de intervenções da cadeia produtiva, incluindo compromissos de produção com desmatamento zero e políticas governamentais têm ajudado a reduzir as taxas de desmatamento na Amazônia em mais de 80% na última década.10 O suporte contínuo de empresas responsáveis em toda a cadeia de abastecimento tem proporcionado apoio vital para uma gama de soluções que estão ajudando a romper definitivamente as ligações entre pecuária e destruição da floresta na Amazônia.

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Explorar expansão do rebanho e perda de cobertura florestal por ano:
  • 1993
  • 2003
  • 2013
Número de bovinos por município
  • 0–50,000
  • 50,001–200,000
  • 200,001–400,000
  • 400,001–1,000,000
  • 1,000,001–2,000,000
  • Estados
  • Desmatamento
  • Bioma Amazônia
  • Amazônia Legal
Expansão do Rebanho
Bovino Brasileiro na Amazônia11
Impulsionada pela demanda interna e externa por carne bovina e couro, a pecuária expandiu-se rapidamente para as regiões Norte-Oeste do Brasil, entrando no bioma Amazônia, que hoje conta com cerca de 60 milhões de bovinos, quase um terço de todo o rebanho brasileiro.
Heads of Cattle per Municipality
Os Padrões de Perda da Cobertura Florestal na Amazônia Brasileira12
As perdas de floresta na Amazônia brasileira têm seguido um padrão, muitas vezes citado como Arco do Desmatamento, progressivamente avançando no sentido Norte-Oeste na fronteira da floresta.


LEITURA ADICIONAL PARA O CAPÍTULO 1
➀ A Produtividade Agropecuária Depende das Florestas da Amazônia →
➁ Produção com Desmatamento Aumenta Muito as Emissões →
Elos da Cadeia Produtiva e Conexões de Mercado

Iniciativas da cadeia produtiva estão apoiando soluções eficazes para produção de carne, couro e sebo com desmatamento zero certificado na Amazônia brasileira.

Com o maior rebanho bovino comercial do mundo, o Brasil está atualmente na frente, tanto da produção global quanto do comércio internacional. A expansão do rebanho bovino no bioma Amazônia teve um papel fundamental no atendimento da crescente demanda, tanto brasileira quanto internacional de carne bovina, couro e sebo.

Apesar de sua posição como líder mundial em exportações, a maior parte da carne bovina produzida no Brasil (cerca de 80%) é consumida internamente.24 Grandes varejistas multinacionais, incluindo três dos maiores do mundo (Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar/Grupo Casino) e marcas globais, como a Colgate-Palmolive, Unilever, Mars e Nestlé, desempenham um papel de destaque no mercado nacional.

Em 2014, os principais mercados brasileiros de exportação de carne bovina foram a China (incluindo Hong Kong), a Rússia e a União Europeia, que juntos, representaram mais da metade de todas as exportações (em termos de valor).25 Enquanto a China e a Rússia tendem a dominar o comércio da carne no geral, os Estados Unidos e o Reino Unido são (de longe) os maiores destinos de exportação de carne bovina processada, respondendo respectivamente por 35% e 25% do total das exportações de carne bovina brasileira processada em 2014.26

Os destinos primários das exportações brasileiras de peles e couros (em termos de valor) são China e Itália.27 Como líderes mundiais em processamento de couro, estes países exportam a maioria dos artigos feitos de couro para os Estados Unidos e União Europeia,28 destacando a importância da integração de mercado nas cadeias produtivas do couro.

O sebo tem uma vasta gama de aplicações, incluindo alimentos para animais de estimação (pets), produtos farmacêuticos e produtos para higiene pessoal, tais como sabonetes. No Brasil, o sebo é também utilizado na produção de biodiesel, que usualmente tem 20% de sebo como matéria-prima. Como a mistura compulsória de combustíveis continua a aumentar as proporções de biodiesel no óleo diesel, o sebo deve tornar-se uma matéria-prima cada vez mais importante para os setores de energia e transportes, tanto no Brasil quanto em outros países.

Os mercados globais de commodities para carne bovina, couro e sebo são dinâmicos. Como o setor pecuário brasileiro busca ampliar sua cobertura de mercado e estabelecer novos parceiros comerciais tanto nos países desenvolvidos quanto nas economias emergentes, os fluxos de mercadorias irão mudar para atender as demandas de mercado. Preferências de consumo nos países de destino e critérios relacionados com origem do produto de marcas multinacionais podem enviar fortes sinais de mercado que ressoam por toda a cadeia de valor.

Nos últimos anos, foi constatado um grande aumento nos compromissos corporativos com desmatamento zero (ver lietura adicional sobre Aumento nos Compromissos de Desmatamento Zero), e um número crescente dessas iniciativas tem um escopo multi-mercadoria, que abrangem produtos da pecuária. O apoio contínuo à carne, couro e sebo com desmatamento zero comprovado pode promover uma transformação ampla e duradoura, gerando soluções para o mercado de produtos pecuários brasileiros.


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Como um dos principais produtores e exportadores de carne bovina e produtos de couro, o setor pecuário brasileiro é altamente integrado tanto no mercado doméstico quanto internacional.
Carne bovina (in-natura, congelada, processada)
Couro
Sebo
LEITURA ADICIONAL PARA O CAPÍTULO 2
➀ Aumento dos Compromissos com Desmatamento Zero →
➁ Mercado Clandestino →
➂ Consumo Interno e Mercados de Exportação →

Principais parceiros comerciais de 2014:

INTERNO

A maioria (cerca de 80%) da carne bovina produzida no Brasil é consumida pelo mercado interno. De acordo com a OECD-FAO 2014, o Brasil é uma das principais nações em consumo de carne bovina do mundo, com uma média em torno de 25 kg de carne per capita por ano, mais de três vezes a média mundial (6,5 kg/capita/ano). Grandes varejistas multinacionais e marcas globais de alimentos e rações pet têm um papel de destaque no mercado nacional de produtos de carne bovina no Brasil.

VEJA INTERNACIONAL →
INTERNACIONAL
% EUA$EUA$ (milhões) Principais Importadores do UE-28de carne bovina brasileira, 2014
29%262 Itália
21%195 Reino Unido
19%176 Holanda
12%110 Alemanha
6%59 Espanha
13%110 O resto da UE-28
100%911 Total UE-28
% EUA$EUA$ (milhões)Principais Importadoresde carne bovina brasileira, 2014
24%1.714 China
18%1.314 Rússia
13%911 UE-28
13%901 Venezuela
8%612 Egito
4%287 Irã
4%275 Chile
3%231 Estados Unidos
13%980 O resto do mundo
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INTERNO

Walker et al. 2013, estima que cerca de 26% do couro e pele brasileiros são consumidos pelo mercado interno. Embora a maior parte da produção seja exportada, o Brasil possui setores expressivos de processamento e fabricação de produtos à base de couro, como o automotivo, de aviação (estofamento), assim como de calçados e acessórios.

VEJA INTERNACIONAL →
INTERNACIONAL
% EUA$EUA$ (milhões)Principais Importadoresde determinados produtos de couro chineses, 2014
35%1.274 Estados Unidos
20%724 UE-28
45%1.598 O resto do mundo
100%3.596 Mundo Total
% EUA$EUA$ (milhões)Principais importadoresde determinados produtos de couro italiano
11%1.236 Estados Unidos
49%5.289 UE-28
40%4.322 O resto do mundo
100%3.596 Mundo Total
% EUA$EUA$ (milhões)Principais Importadoresdo couro brasileiro, 2014
48%623 China
20%265 Itália
8%107 Vietnã
4%48 Taiwan
3%41 Tailândia
3%36 Coreia do Sul
3%35 Estados Unidos
3%35 UE-28 (excluindo Itália)
2%30 Japão
6%89 O resto do mundo
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INTERNO

O maior percentual (cerca de 99%) de sebo produzido no Brasil é consumido pelo mercado interno, principalmente para biodiesel. Com base nas estimativas da FAO STAT e da Rede Global de Agricultura (GAIN), cerca de 90% de todo o sebo brasileiro é usado para a produção de biodiesel. De acordo com a Administração da Informação de Energia dos Estados Unidos US Energy Information Administration (EIA), o Brasil é o quarto maior produtor de biodiesel do mundo.

VEJA INTERNACIONAL →
INTERNACIONAL
% EUA$EUA$ (milhões)Principais Importadoresde exportações brasileiras de biodiesel à base de sebo
69%23 Espanha
20%6 Holanda
11%4 Bélgica
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Revertendo o Curso: As Soluções de Cadeia Produtiva estão Transformando o Setor Pecuário Brasileiro

A pressão das marcas e dos varejistas internacionais, grupos ambientalistas, e governo federal, levou grandes frigoríficos no Brasil a assumirem compromissos públicos para impedir a compra direta de animais de fazendas com atividade ilegal e desmatamento.

Durante a última década, avanços significativos têm sido feitos na redução de desmatamento causado pela pecuária na Amazônia brasileira. Em 2009, campanhas de alto padrão feitas por organizações não-governamentais (ONGs) e a pressão do Ministério Público Federal, ou MPF, no Pará, levou a duas importantes intervenções da cadeia de suprimentos: (1) o TAC do MPF e (2) o Acordo de Gado do G4.44

(1) Acordo MPF-TAC: O MPF processou grandes pecuaristas que desmataram ilegalmente assim como frigoríficos que compraram deles, e usaram ameaças de litígio para convencer varejistas brasileiros a boicotar frigoríficos ligados ao desmatamento ilegal. Em resposta, alguns frigoríficos começaram a assinar compromissos legais de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o MPF em julho de 2009. Tais acordos asseguram a não-abertura de processos em troca do compromisso dos frigoríficos, evitando assim, compras de animais de propriedades com desmatamento ilegal. Esses acordos vigoram atualmente em dois terços dos frigoríficos com Inspeção Federal (SIF) na Amazônia Legal (Gibbs et al. 2015).45

(2) Desmatamento Zero/Acordo de Gado do G4 Em outubro de 2009, os maiores frigoríficos do Brasil (JBS, Marfrig, Minerva e Bertin - o último foi posteriormente comprado pelo JBS) também assinaram um acordo de

desmatamento zero com o Greenpeace, conhecido como o Acordo de Gado. No acordo, esses frigoríficos assumiram o compromisso de criar sistemas de monitoramento para bloquear a compra de gado de fazendas com desmatamento e atividades ilegais. Os frigoríficos do G4 somam, conjuntamente, cerca de metade do abate documentado na Amazônia Legal, portanto, este compromisso tem um alcance bastante amplo (Gibbs et al. 2015).46

Os dois acordos têm muito em comum. Em ambos, os frigoríficos assumem o compromisso de bloquear as vendas de animais de propriedades onde o desmatamento ocorreu após o acordo, ou que não foram registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um sistema brasileiro para identificação dos limites georreferenciados das propriedades para fins de monitoramento.

Os acordos MPF-TAC concentram-se em evitar o desmatamento ilegal, conforme definido pelo Código Florestal Brasileiro, que estipula as áreas de reservas mínimas que devem permanecer com vegetação nativa nas propriedades. O Acordo G4 vai além da legalidade e proíbe qualquer desmatamento, mesmo que dentro do limite legal.

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Grandes frigoríficos do Estado do Pará na Amazônia brasileira que possuem (e que não possuem) um acordo de pecuária desmatamento zero.47

Esta figura mostra frigoríficos com Serviço de Inspeção Federal - SIF no Estado do Pará. Quase 90% desses frigoríficos estão cobertos por acordos de desmatamento zero da pecuária, incluindo ambos, o G4 e os TACs do MPF (para mais informações, consulte a seção de Leitura Adicional abaixo). Quatro desses frigoríficos (como indicado na legenda) foram analisados por Gibbs et al. 2015.

Mapa de Gibbs et al. 2015
Geografia
Floresta
Área Desmatada
Não-floresta
Estradas e rodovias
Fronteiras entre os estados brasileiros
Categorias de frigoríficos
Frigoríficos G4 incluídos no estudo
Não assinaram o acordo
Assinaram o TAC ou o acordo do G4
LEITURA ADICIONAL PARA O CAPÍTULO 3
➀ Rompendo a ligação entre o Desmatamento e a Pecuária →
➁ O Código Florestal Brasileiro →
➂ Cadastro Ambiental Rural (CAR) →
Avaliando Impactos: Medindo a Eficácia dos Acordos de Pecuária de Desmatamento Zero

Um estudo de Acordos de Pecuária por Gibbs et al. 2015 mostra que o JBS, o maior processador de carne bovina do mundo, fez alterações substanciais nos seus critérios de compra, bloqueando efetivamente compras de fazendas fornecedoras diretas do sul do Pará que tiveram desmatamento recente e atividades ilegais.

Intervenções da cadeia produtiva, tais como os acordos de pecuária, oferecem uma solução promissora para o desmatamento causado por commodities. Uma vez que as empresas multinacionais continuam a fazer compromissos para banir a compra de produtos de fazendas com desmatamento recente, esse tipo de iniciativa vem aumentando e se fortalecendo como uma solução pragmática para o desmatamento causado por commodities. O escopo, as condições e a implementação dessas iniciativas são fundamentais para proteger efetivamente as florestas e o meio ambiente, tanto no Brasil quanto em outras regiões dos trópicos.

Uma análise feita por Gibbs et al. 2015 dos Acordos de Pecuária demonstra que estes mudaram significativa e rapidamente o comportamento de frigoríficos e fazendeiros no estado do Pará. Foram associados estudos com produtores e rigorosas análises estatísticas para demonstrar que:

  • Os frigoríficos do JBS alteraram significativamente o comportamento e critérios de compra e agora eles bloqueiam ativamente as vendas de fornecedores diretos envolvidos com desmatamento.50
  • Pecuaristas fornecedores de animais foram rapidamente incentivados a registrar suas propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) que está disponível publicamente, fazendo-o mais de dois anos antes que propriedades vizinhas.51
  • Pecuaristas fornecedores responderam às indicações do mercado e reduziram drasticamente o desmatamento em suas propriedades.52

A integração de políticas de governança florestal com iniciativas da cadeia produtiva oferece níveis de transparência sem precedentes, permitindo a compreensão detalhada dos padrões de perda de cobertura florestal da propriedade rural e informações sobre transações ao longo de toda a cadeia de abastecimento.

Apesar destas mudanças importantes no setor pecuário, brechas potenciais, reduzem os impactos globais para a preservação florestal. Existem ainda grandes desafios que precisam ser enfrentados para garantir ​​cadeias produtivas de pecuária com desmatamento zero comprovado na Amazônia brasileira (Gibbs et al. 2015).

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A Região de Estudo: Limites das Propriedades e Cobertura Florestal de Fazendas Fornecedoras e Não-Fornecedoras no Pará53

Esses mapas mostram a perda de cobertura florestal e a mudança em uma amostragem de propriedades fornecedoras dos frigoríficos do JBS no Pará antes dos Acordos de Pecuária de Desmatamento Zero (anteriores a 2009) e após os Acordos (2010 a 2013).

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Nível da Propriedade com Mapeamento de Cadeia de Fornecimento A combinação de mapas de propriedade, dados de sensoriamento remoto e informações da cadeia de fornecimento fornece níveis sem precedentes de transparência, ajudando a transformar mapas em branco em ferramentas úteis que permitem aos pesquisadores identificar, rastrear e medir a eficácia dos acordos de desmatamento zero.
Pré-Acordo Este mapa mostra propriedades fornecedoras de animais antes dos Acordos (anteriores a 2009) e o desmatamento de 2006 a 2009. Como ilustrado por este mapa, antes dos Acordos de Pecuária de Desmatamento Zero, houve várias propriedades que tiveram desmatamento e que também forneceu JBS.
Pós-Acordo Este mapa mostra propriedades fornecedoras de animais e o desmatamento após o Acordo (2010 a 2013). Como ilustrado por este mapa, todos os fornecedores da JBS em 2012 e 2013 não têm desmatamento de 2010 a 2013.
Adequação - Exemplo 1 Este mapa de adequação (pós-acordo) identifica um exemplo específico de como os Acordos de Pecuária de Desmatamento Zero foi eficaz:

Este exemplo mostra uma propriedade que forneceu JBS antes dos acordos e que tinham desmatamento de 2006 a 2009, mas depois os Acordos, o desmatamento terminou, e esta propriedade continuou a fornecer o JBS em 2012 e 2013.
Adequação - Exemplo 2 Este mapa de adequação (pós-acordo) identifica um exemplo específico de como os Acordos de Pecuária de Desmatamento Zero foi eficaz:

Este exemplo mostra uma propriedade que forneceu JBS antes dos acordos e que tinham desmatamento de 2006 a 2009, mas depois os Acordos, o desmatamento não terminou, e portanto esta propriedade foi bloqueado de fornecendo o JBS.
  • Properties in Pará
  • Desmatado (2006-2009)
  • Propriedades de fornecimento antes dos acordos
  • Propriedades não-fornecimento
  • Desmatado (2010-2013)
  • Propriedades de fornecimento 2012 ou 2013
  • Suppliers that sold pre-agreement
  • Propriedades de fornecimento antes dos acordos
  • Desmatado (2010-2013)
  • Propriedades de fornecimento 2012 ou 2013
  • Propriedades de fornecimento antes dos acordos
  • Propriedades não-fornecimento
  • Desmatado (2010-2013)
  • Propriedades de fornecimento 2012 ou 2013
  • Propriedades de fornecimento antes dos acordos
  • Propriedades não-fornecimento
Mapa de Gibbs et al. 2015
LEITURA ADICIONAL PARA O CAPÍTULO 4
➀ JBS Altera Critérios de Compra →
Caminho a Seguir: Próximos Passos para Assegurar a Produção com Desmatamento Zero

Evitar o desmatamento é compatível com o crescimento do setor de pecuária de corte no Brasil. Melhorias nas pastagens e manejo do rebanho podem permitir aumentos substanciais no rebanho bovino da Amazônia nas áreas já existentes. Isto pode ser conseguido ao mesmo tempo em que se melhora a rentabilidade da pecuária e se protege os valores ecológicos da Amazônia.

A análise de propriedades de Gibbs et al. 2015 sobre a eficiência dos acordos de criação de gado como aplicados nos frigoríficos JBS no Pará, mostra que os critérios de compra foram alterados e que os fornecedores passaram a ser monitorados. Dezenas de milhares de propriedades são monitoradas agora, o que representa uma enorme conquista para o setor pecuário.

Apesar desse progresso, grandes desafios ainda existem para se assegurar a produção de bovinos com desmatamento zero comprovado. O Acordo G4 só se estende a três frigoríficos, o que ainda deixa aproximadamente metade do abate documentado na Amazônia brasileira exposto a um monitoramento mínimo de desmatamento (quando existente) e atividades ilegais. Além disso, fornecedores diretos são o único segmento da cadeia de abastecimento atualmente coberto por esses esforços de monitoramento. Os animais podem ser transferidos de fazendas de cria para fazendas de terminação por meio de intermediários e outros fornecedores indiretos sem serem monitorados. Evidências preliminares indicam que a maior parte do desmatamento atual provavelmente ocorra nessas fazendas de fornecimento indireto.

Além disso, atualmente não existem auditorias unificadas e robustas para verificar os critérios dos compromissos. Para garantir o cumprimento dos acordos, é necessário um sistema de auditoria uniforme e independente. Os resultados destas auditorias deveriam ser disponibilizados ao público, para que todos os participantes e interessados da cadeia de abastecimento possam tomar decisões baseadas em informações sobre o desempenho desse setor.

Há várias formas para varejistas, fabricantes e outros membros da cadeia produtiva (incluindo indivíduos e famílias), ajudarem a garantir uma pecuária ambientalmente saudável, socialmente responsável ​​e economicamente viável ​​na Amazônia brasileira.

Para construir soluções colaborativas e ampliar a produção de gado de corte com desmatamento zero comprovado, os membros da cadeia produtiva deveriam participar do Grupo de Trabalho GRSB-GTPS sobre Florestas (JWG). O JWG é um grupo técnico de trabalho da Mesa Redonda Global de Carne Bovina Sustentável (GRSB) e do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) do Brasil, com foco no engajamento e colaboração para abordar questões relacionadas com as florestas na cadeia produtiva da pecuária de corte.

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Este diagrama mostra diversos membros da cadeia produtiva, seus papéis ao longo das fases de produção, e as complexidades do monitoramento e rastreabilidade.
Os frigoríficos do G4 implementaram sistemas de monitoramento eficazes para cobrir transações com fornecedores diretos (Fazendas Categoria 1).
A movimentação de Bovinos pode ocorrer por vários canais, incluindo leilões, comerciantes e outros intermediários.
Os animais podem também ser transferidos entre fornecedores indiretos (transferências fazenda-fazenda) em todas as fases de produção, incluindo a cria, recria e engorda.
Uma vez que a maioria dos fornecedores não são fazendas de ciclo completo, com todas as fases da produção, há desafios significativos associados ao monitoramento e rastreabilidade dos fornecedores indiretos (Fazendas Categoria 2 e Categoria 3).
Os bovinos podem também ser vendidos através de cadeias de abastecimento não pertencentes ao G4 que têm sistemas de monitoramento e controle limitados (quando existentes) sobre o desmatamento e atividades ilegais.
LEITURA ADICIONAL PARA O CAPÍTULO 5
➀ Complexidades da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte →
➁ Um Guia de Opções Orientadas para Soluções →
➂ Capacidade Produtiva das Pastagens Existentes →
➃ Intensificação Moderada →
Recomendações
Alcançar soluções sistêmicas para a cadeia produtiva e garantir a produção com desmatamento zero comprovado exigirá compromissos e apoio coordenado de varejistas, frigoríficos, bancos e investidores, governos e consumidores.
Pecuaristas
  • Evitar o desmatamento de remanescentes florestais.
  • Adotar práticas de intensificação moderada (como pastejo rotacionado, planejamento de cercas, e pastagens consorciadas) para melhorar a produtividade em pastagens existentes.
  • Esforçar-se para atingir a conformidade legal, incluindo o registo no CAR e mínimos de Reserva Legal (RL).
  • Utilizar mecanismos de mercado (tais como CRA e REDD +) para compensar e/ou recuperar áreas desmatadas.
Frigoríficos
Frigoríficos G4 (JBS, Marfrig e Minerva)
  • Começar a enfocar os fornecedores indiretos. Tomar medidas para controlar fornecedores indiretos vai ajudar a preencher algumas das lacunas atuais no monitoramento e redução de riscos, ajudando a garantir cadeias produtivas com desmatamento zero atestadas.
  • Aumentar a transparência das informações sobre transações comerciais. Liberar mais informações sobre as fazendas que fornecem animais para os frigoríficos ajudará a identificar possíveis falhas no monitoramento, reduzir ainda mais a exposição ao risco e fornecer um apoio valioso para os esforços de expansão do monitoramento de fornecedores indiretos.


Outros frigoríficos (não-G4) na Amazônia Brasileira e em outros lugares dos trópicos
  • Comprometer-se com o desmatamento zero, utilizar sistemas de monitoramento para banir as compras de fazendas com desmatamento, rastrear os animais entre fazendas fornecedoras e aumentar a transparência das informações sobre transações comerciais.
Varejistas e Processadores
  • Incentivar o suporte ao desmatamento zero comprovado da carne, couro, sebo e outros produtos da pecuária.
  • Preferencialmente comprar de frigoríficos que: (1) tenham assumido compromissos com a produção com desmatamento zero, (2) utilizam sistemas de monitoramento e rastreamento para garantir a produção com desmatamento zero comprovado, (3) aumentam a transparência de suas informações sobre transações comerciais com fazendas fornecedoras, e (4) divulgam publicamente o seu desempenho através de auditorias independentes terceirizadas.
  • Participar do GRSB-GTPS sobre Florestas (JWG) para construir soluções colaborativas com outros membros da cadeia produtiva e ampliar a produção com desmatamento zero comprovado de carne bovina, couro, sebo e outros produtos da pecuária.
Governo
  • Aumentar a transparência dos dados referentes ao transporte de bovinos (Guia de Transporte Animal - GTA) e o registro no CAR. Permitir acesso a mais informações sobre a movimentação de bovinos vai facilitar os esforços de ampliação do monitoramento e rastreabilidade dos fornecedores indiretos da cadeia produtiva.
  • Criar políticas e incentivos voltados para a adoção de sistemas de rastreabilidade e monitoramento no país, aparando as arestas no setor pecuário brasileiro.
  • Acelerar o registro no CAR e apoiar um processo de verificação do CAR para melhorar a precisão e confiabilidade das informações.
  • Apoiar os esforços para melhorar a assistência técnica, capacitação e treinamento de produtores.
  • Incentivar a adoção de práticas de intensificação moderada que aumentem a produtividade em pastagens existentes, ao mesmo tempo em que reduza incentivos e desencoraje a expansão agrícola em regiões de florestas.
  • Promover processos mais simplificados para solicitação e alocação de crédito e outros tipos de financiamento para práticas sustentáveis ​​de pecuária.
Consumidores
  • Comprar preferencialmente de varejistas que têm compromissos e mostram progresso contínuo quanto à produção com desmatamento zero. Visite Supply-Change para obter notícias, informações e análises sobre os compromissos das empresas.
  • Faça algumas perguntas simples a seus varejistas e marcas favoritas, tais como:
    • "De onde você compra carne ou couro?"
    • "Você tem uma política de desmatamento zero que abrange produtos da pecuária?"
Bancos e Investidores
  • Oferecer incentivos financeiros e opções de crédito que apoiem a recuperação de pastagens degradadas e a adoção de práticas de intensificação moderada e outras estratégias de intensificação do uso da terra, como a integração lavoura-pecuária-floresta.
  • Promover processos mais simplificados para solicitação e alocação de crédito e outros tipos de financiamento para práticas sustentáveis ​​de pecuária.
  • Apoiar incentivos que encorajem a transparência, rastreabilidade e verificação das cadeias de abastecimento.
Photo © NWF/Pisco Del Gaiso
Chegou a Hora do Pecuária Desmatamento Zero
Programas no campo, projetos de pesquisa e outras iniciativas estão ajudando avanço das sistemas de produção de desmatamento zero e melhorando a sustentabilidade social, econômica e ecológica da pecuária no Brasil.

Forest 500: Ranking dos Varejistas de Carne e Couro

A Forest 500 é a primeira agência no mundo de rating da floresta tropical, que identifica e ranqueia as empresas, investidores e governos mais influente na corrida aos uma economia global sem desmatamento. Dando suporte a esta meta, o Global Canopy Programme (GCP) desenvolveu uma versão do Floresta 500 especificamente para a pecuária, classificando 29 empresas de varejo que têm um grande influência nas cadeias produtivas de carne bovina e/ou de couro.

Programa Novo Campo – Praticando Pecuária Sustentável na Amazônia

O Programa Novo Campo promove práticas sustentáveis em fazendas de pecuária na Amazônia, melhorando o seu desempenho econômico, social e ambiental. Este programa, cuja adesão é voluntária, ajuda a reduzir o desmatamento, promove a conservação e recuperação dos recursos naturais, melhora a produtividade, rentabilidade e qualidade da produção, além de contribuir para o fortalecimento da economia local.

Subsidies for a Cattle Ranching Intensification Subprogram in Acre: A State Analysis

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em colaboração com várias instituições do Acre, ajudou a elaborar as bases para o subprograma de pecuária no âmbito do Sistema de Incentivos aos Serviços Ambientais (SISA). Esta colaboração se deu através de oficinas e visitas a campo, além da publicação que demonstra que a intensificação no Acre é vantajosa tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

Imazon

O Imazon é um instituto de pesquisa cuja missão é promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia por meio de estudos, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional. O Instituto foi fundado em 1990, e sua sede fica em Belém, no Pará. Em 25 anos de existência, o Imazon publicou 642 trabalhos técnicos, dos quais 193 foram veiculados como artigos em revistas científicas internacionais. Além disso, o Instituto publicou 71 livros e 26 livretos, entre outras categorias de publicações.

Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS)

O Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) é uma organização baseada na cidade do Rio de Janeiro dedicada a promover a transição para a sustentabilidade. O IIS desenvolve pesquisa interdisciplinar alinhada com o emergente campo da Ciência da Sustentabilidade, provê assistência a governos, agências intergovernamentais, ONGs e empresas que buscam soluções para seus desafios de sustentabilidade e desenvolve e implementa projetos. O foco principal do IIS é o uso sustentável da terra, conciliando necessidades de produção, serviços ambientais e desenvolvimento social.

Sobre este site

Este site foi desenvolvido como um projeto colaborativo entre a National Wildlife Federation (NWF) e a Gibbs Land Use and Environment Lab (GLUE). O site visa mostrar como iniciativas da cadeia produtiva estão apoiando soluções eficazes para produção de carne, couro e sebo com desmatamento zero certificado na Amazônia brasileira. O site também destaca maneiras pelas quais os membros da cadeia produtiva podem apoiar a melhoria contínua e garantir que os produtos provenientes da pecuária nessa região não contribuam para a perda de florestas tropicais. Este site foi criado como um recurso para profissionais de compras e de sustentabilidade e continuará a evoluir à medida que novas pesquisas, dados e análises se tornem disponíveis.


Para perguntas ou comentários, por favor, entre em contato com: ZeroDeforestation@nwf.org


A NWF é a maior e mais antiga organização para educação e conservação da vida selvagem nos Estados Unidos, com quase 6 milhões de membros e apoiadores e 49 afiliadas estaduais e territoriais. A divisão internacional da NWF (Wildlife Conservation Internacional) desenvolve estratégias para reduzir impactos ambientais associados com a agricultura de larga escala, para ajudar a garantir que a produção de commodities possa atender as necessidades do mundo sem destruir florestas ou comprometer o habitat de animais selvagens.


O Gibbs Land Use and Environment Lab (GLUE) da Universidade de Wisconsin-Madison, é um grupo de pesquisa acadêmica, dedicado ao estudo das interações homem-ambiente.  Os pesquisadores usam mapas, sensoriamento remoto, modelagem e análises de cadeias produtivas de commodities combinados com entrevistas com as partes interessadas ​​para compreender o uso da terra ao redor do mundo.  Eles são especialmente empenhados em compreender o potencial de soluções emergentes de mercado para reduzir o desmatamento tropical, e trabalhar em estreita colaboração com os responsáveis ​​políticos, líderes empresariais e organizações não-governamentais.

Colaboradores e desenvolvedores
Financiadores
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A pesquisa, visões e opiniões apresentadas neste site não refletem necessariamente as opiniões ou posições de organizações que subscrevem a este site.
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O bioma Amazônia: Floresta tropical úmida densa. Abriga mais de 10% das espécies do mundo. Cobre 6,7 milhões de km2. Estende-se por oito países (Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana e Suriname) e Guiana Francesa.
Fornecedores diretos (fazendas de Nível 1), são propriedades que vendem gado para frigoríficos/ matadouros. Fornecedores diretos são normalmente fazendas de engorda (ou acabamento), que cobrem as fases finais do ciclo de produção.
Fornecedores indiretos (ou Nível 2 e Nível 3) são propriedades que não vendem gado para o frigorífico/ matadouro, mas sim vendem, negociam, e transferem gado para outras fazendas durante o ciclo de produção. Fornecedores indiretos geralmente cobrem as fases de produção anteriores, incluindo operações de cria e recria, tais como sistemas de vaca-bezerro.
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